quinta-feira, 17 de março de 2022

MADU IDIOMAS . Prática Interdisciplinar : Vivências Pedagógicas PED102

 

Pesquisa 1


12 comentários:

  1. Resumo

    Este trabalho investigativo pedagógico, busca trabalhar a teoria vista no decorrer da formação, aplicada efetivamente na sala de aula. É preciso compreender a Escola nesse novo contexto social pós pandemia da Covid19, e fazer uma nova leitura sobre a relação Escola e Sociedade. A estrutura física da sala de aula, o livro da papel, agora precisam ser repensados com recursos tecnológicos disponíveis e acessíveis. O professor precisa buscar novas metodologias para tornar as aulas significativas e interessantes, e dessa forma, trazer mecanismos efetivos no ensino-aprendizagem. Compreender a nova realidade, relacionando prática e teoria neste novo formato de educação. Elaboração e planejamento de atividades, interagindo dinamicamente com os alunos. Dessa forma, o professor precisa estar criativo, dinâmico e afetivo, respeitando as diferenças e individualidades de cada aluno.

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  2. Abstract

    This pedagogical investigative work seeks to work the theory seen during the training, effectively applied in the classroom. It is necessary to understand the School in this new social context after the Covid19 pandemic, and to do a new reading on the relationship between School and Society. The physical structure of the classroom, the paper book, now needs to be rethought with available and accessible technological resources. The teacher needs to look for new methodologies to make the classes meaningful and interesting, and in this way, to bring effective mechanisms in teaching-learning. Understand the new reality, relating practice and theory in this new format of education. Elaboration and planning of activities, interacting dynamically with students. In this way, the teacher needs to be creative, dynamic and affective, respecting the differences and individualities of each student.

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  3. Fundamentação Teórica I
    Iniciei a formação em Pedagogia em 2019, com o objetivo de aprimoramento pessoal em metodologias didáticas e, ao mesmo temo, construir um novo perfil profissional pro mercado de trabalho. Numa breve reflexão comparativa, os conteúdos programáticos visto ate´2020, seguiam o formato da escola física tradicional, ou seja, todas as teorias pedagógicas foram construídas para aquele formato de educação.
    Como é do conhecimento de todos, em março de 2020, tivemos o início da pandemia da Covid19 (Corona Virus Disease 2019), o que acabou provocando uma mudança radical, praticamente, em todos os setores da cadeia produtiva da sociedade, e, incluindo neste contexto: a educação. Tais mudanças provocadas por essa pandemia, provocou transformações substanciais em toda estrutura organizacional dos parâmetro e planejamentos da Educação. Dessa forma, a partir de março de 2020, tivemos um verdadeiro divisor de águas neste setor, uma vez que, mudanças que vinham ocorrendo de forma paulatina, foram aceleradas. Hoje temos um novo formato em toda estrutura, onde é preciso adaptar novas metodologias eficientes com recursos tecnológicos disponíveis e acessíveis em espaços e contextos sociais diversos. Além do aspecto físico, ou seja, sair da sala de aula física e entrar na sala de aula virtual, temos também, uma mudança de comportamento entre a Escola e a Comunidade. O papel da escola continua o mesmo, buscando a integração do aluno em seus aspectos físicos, cognitivos, emocionais, estéticos, éticos, religiosos, sociais e psicológicos. Dessa forma essa reconstrução precisa caminhar junto com a família e com a comunidade, que também sofreu impactos em suas estruturas distintas. A escola busca cooperação e apoio da sociedade para um ensino de qualidade, promovendo ações efetivas e inovadoras, e principalmente, em equilíbrio de ética e respeito, procurando um atendimento igualitário para atender as necessidades dos alunos. O Estado continua cumprindo o seu papel em planejar e promover políticas públicas, focalizando nas melhorias, fornecendo instrumentos e recursos humanos para que a Escola continue desenvolvendo sua finalidade social.

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  4. Fundamentação Teórica II

    Assim sendo, o professor, a partir desse novo formato, assume o papel de mediador, no mecanismo de ensino-aprendizagem, onde é preciso pensar e incentivar a criatividade participativa da criança, do adolescente e do jovem e adulto. Todas as etapas e faixas etárias precisam de uma nova avaliação para esse novo formato. Ferramentas e mecanismos disponíveis pela tecnologia, precisam de manuseio pedagógico para produzir resultados no processo de construção do conhecimento de todas essas faixas etárias. Cada uma dessas faixas etárias precisa de uma abordagem específica, para trabalhar conteúdos programáticos no espaço virtual. O que temos agora é um novo formato de educação e de planejamento pedagógico. Após esses dois árduos anos com a pandemia da Covid19 e suas variantes, literalmente, infernizando o dia a dia das pessoas e das atividades mais simples da vida diária, discute-se flexibilizações em nome de dados estatísticos de controle sanitário. Discute-se o retorno das atividades presenciais e o formato híbrido na prática educativa.
    Indiscutivelmente, falar em educação nos dias de hoje, exige uma sincronia constante com as políticas públicas e os meios de comunicação 24 horas por dia. O grande desafio passa a ser a busca de um equilíbrio da prática docente em ambientes presenciais e ambientes virtuais. Uma questão que cabe salientar, pois é uma leitura pessoal sobre essa tema, é a repercussão disso tudo dentro da sociedade, e vou mais longe, dentro da sociedade em seus diferentes contextos sociais. A repercussão, impactos e consequências gerados nas classes B e C, não são os mesmos gerados nas classes D e E. E essa nova escola, esses novos planejamentos pedagógicos pedagógicos, estão sendo implantados sem um estudo avaliativo do tema.
    Dessa forma seriam levantadas outras questões para a análise e planejamento de tomadas de decisões. Temos aí uma questão emblemática e delicada ao mesmo tempo.
    De qualquer forma é a nova realidade que temos que conviver e assim sendo, buscarmos juntos instrumento que nos possibilitem soluções efetivas, em nome de uma educação de qualidade para todos.

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  5. Fundamentação Teórica III

    A primeira etapa que precisa ser trabalhada de forma presencial é a educação infantil, e dessa maneira, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2012,p.12) apontam que :

    [...] a Educação Infantil, primeira Etapa da Educação Básica, é oferecida em
    creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais
    não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou
    privados que educam e cuidam de crianças de zero a cinco anos de idade no
    período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados
    por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social.
    É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de
    qualidade, sem requisito de seleção.

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  6. Fundamentação Teórica IV

    A partir deste cenário, que ainda é muito cedo denominá-lo como pós pandemia, a educação infantil precisa ser trabalhada de forma presencial, indiscutivelmente. O que precisa ser reavaliado, são as metodologias projetadas para o ambiente anterior à pandemia. É preciso uma atenção especial com a utilização dos recursos tecnológicos disponíveis e aplicáveis pedagogicamente dentro do universo infantil. A criança recebe diretamente toda a influência do meio social em que esta inserida, e dessa forma, constrói dentro do seu universo, interações de trocas de valores com outras crianças e pessoas. A prática pedagógica dos professores precisa estar elencada com a participação efetiva dos pais. Não basta apenas produzir práticas educativas dentro da escola gerando aprendizagem, é preciso um conjunto de forças sociais para produzir resultados. Trabalhar o aspecto lúdico é de extrema importância, indispensável para o processo de aprendizagem, uma vez que, faz parte do desenvolvimento da criança. Essa prática pedagógica é uma ferramenta extremamente eficiente para construir estímulos de conhecimento e socialização. Assim sendo, nesse cenário, o professor deve trabalhar a integração do lúdico com os recursos da tecnologia, estimulando prazer e alegria para atingir um bom resultado.

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  7. Fundamentação Teórica V

    Ainda estamos vivendo a pandemia da Covid19 e suas variantes, e as inovações que tivemos no comportamento da sociedade são irreversíveis, e dessa forma, é fundamental um novo olhar nas metodologias e na sociedade. A tecnologia chegou pra ficar, e precisa ser utilizada de forma pedagógica nas suas ações, para melhorar tudo que já foi construído até aqui.

    A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe. (PIAGET, 1982, p.246

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  8. Comentar ensino Híbrido e acrescentar .

    Para isso, de acordo com Silva e Ramos (2013, p. 04):

    [...] os professores precisam ampliar seu mundo de ação e de reflexão, ultrapassando os limites da sala de aula, transcendendo para um espaço de análise do sentido político, cultural e econômico, cujo contexto a escola se insere, a partir dessa tomada de consciência surge a necessidade de aspiração à emancipação que se interpreta como a construção das conexões entre a realização da prática profissional e o contexto social amplo em transformação.

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  9. Fundamentação Teórica VI

    Indubitavelmente, a pandemia trouxe um novo padrão de comportamento na educação, além de olhar o novo quadro sob o viés prático e metodológico em trabalhar a educação em ambientes físicos e virtuais. É também importante uma análise psicopedagógica sobre esse novo normal. Promover estudos, para analisar os impactos na relação aluno e professor, ou aluno e tutor, revisão e adaptação das metodologias ativas neste processo. Analisar o contexto social em que cada escola está inserida, pois cada uma possui identidade própria, bem como dificuldades e acessibilidades à tecnologia. Tudo isso é desafio nesse novo contexto, nesse novo formato híbrido que temos agora. Assim sendo, coordenadores, professores, estudantes, família e sociedade e o Estado com suas políticas públicas, precisam somar suas potencialidades para atingirmos bons resultados. É um sistema social complexo, trabalhando com competências socioemocionais e culturais, onde valores estão extremamente vulneráveis a tudo e a todos. Traçar novas estratégias, buscando equilíbrio, eficiência e qualidade da prática online e presencial no ensino-aprendizagem, no que podemos chamar de a nova escola do século XXI.

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  10. Materiais e Métodos

    Podemos, literalmente, afirmar que temos um divisor de águas na civilização moderna. Aliás, um conceito extremamente volátil, na minha humilde leitura, para os dias de hoje. É, indiscutivelmente, incontestável o avanço científico e tecnológico em todas as áreas do conhecimento humano, pois sob esse parâmetro, podemos dividir o planeta entre antes e pós pandemia da Covid19. Para fazermos referência à métodos pedagógicos nas escolas brasileiras, teremos que citar cinco, ou seja: o tradicional, montessoriano, Waldorf de Paulo Freire e o construtivista/interacionista.
    O que temos de fato nesta trajetória, são metodologias projetadas para o ambiente físico antes de uma pandemia, e nesse momento, é preciso rever todos esses conceitos sob o viés do avanço tecnológico presente na prática educativa, dentro das diversidades de contextos sociais e as transformações culturais ativas dentro da família, da sociedade e do Estado. Temos de fato a cultura do mundo digital e virtual fazendo parte da vida das pessoas, e isso é irreversível, onde qualquer um pode estar conectado em rede, emitindo e recebendo informações nos mais variados formatos, para qualquer lugar do mundo e nos mais diferentes idiomas. Esse processo de trocas informativas não significa, transformar essas informações em conhecimento, e esse é o papel da prática pedagógica na educação.

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  11. Resultados e Discussão

    A pandemia da Covid19, inegavelmente institucionalizou uma nova ordem mundial. Os recursos computacionais estão presentes em todas atividades da sociedade atual. Carrega-se no bolso, na palma da mão, o canal de acesso para qualquer coisa do universo virtual. Os benefícios que esta tecnologia trouxe são indiscutíveis, mas ao mesmo tempo é preciso olhar sobre os efeitos e impactos que essa facilidade de acesso informativo, interagiu diretamente na transformação dos valores éticos dentro da família e da sociedade.
    Nesse contexto Britto e Purificação,

    o computador na escola não deve ser mais encarado apenas como
    um mero suporte, nem como um meio pelo qual o professor poderá
    mudar sua postura, mas, sim, deve ser incorporado no cotidiano do
    meio social escolar enquanto um recurso desenvolvido pela
    humanidade que tem muitas possibilidades ainda não descobertas.
    (BRITTO; PURIFICAÇÃO, 2006, p. 87).

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  12. Conclusão

    Alexander Graham Bell, quando inventou o telefone, sem sombra de dúvida, poderia imagina que o telefone chegasse onde chegou nos dias de hoje. O avanço tecnológico sempre fez parte da trajetória histórica da humanidade. A pesquisa científica, o aprimoramento dos recursos existentes, buscando sempre melhorar a qualidade de vida da sociedade. Avançar tecnologicamente não é um fator que atua diretamente na qualidade das relações sociais, tampouco na manutenção e preservação de valores éticos, ao contrário: transforma-os.
    A História nos mostra uma infinidade de exemplos, que não deveriam se repetir, mas se repetem.
    Na sociedade dos dias de hoje, tudo deveria estar melhor, principalmente o ser humano na sua pluralidade multicultural, deveria estar melhor, mas não está.
    Os mais variados recursos tecnológicos são aplicáveis por essa tecnologia que temos nas mãos, como textos, hipertextos, computadores, porta-aviões, submarinos, misseis intercontinentais, bombas atômicas, tanques, games, tradutores, áudios, vídeos, foguetes, GPS, redes sociais etc .
    A História parece que não ensinou nada ao Homem do século XXI, uma vez que este, continua produzindo guerras, injustiças, corrupção, desigualdades sociais, crime hediondo, racismo etc.
    Diante dessas transformações, poderia chamar tudo isso de Tecnologia Educacional. É preciso rever tudo foi construído até aqui e aplicar para o formato híbrido tecnológico, com ética e respeito para, mesmo não sendo uma tarefa fácil, continuar construindo um mundo melhor.

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