terça-feira, 22 de março de 2022

MADU IDIOMAS . Seminário Interdisciplinar : Laboratório de Jornalismo Impresso

 




18 comentários:

  1. MADU IDIOMAS

    Somos divididos no mundo entre dois tipos de pessoas, isto é, os motivados que fazem e os desmotivados que não fazem nada , que não produzem , absolutamente , nada , e ficam questionando quem faz de verdade alguma coisa . Ficam apenas reclamando e questionando , dentro deles , o que gostariam de fazer e não fazem .

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  2. RESUMO

    Neste trabalho de pesquisa investigativa, veremos o processo de construção no jornalismo impresso envolvendo as etapas e os profissionais ativos direta e indiretamente na finalização e distribuição do produto impresso até chegar ao leitor. A estrutura interna da redação jornalística e suas diretrizes para o levantamento de acontecimentos e fatos relevantes para publicação.
    Nos dias de hoje, com a popularização da internet e o avanço dos recursos tecnológicos, temos uma forma de acesso a notícia em tempo real. As informações chegam em tempo real, e este aspecto precisa ser levado em conta na produção do jornalismo impresso. Contextualizando: uma notícia que foi impressa no período da noite, corre o risco de estar com outra formatação a partir do momento que o jornal entra no processo de distribuição nas primeiras horas da manhã.
    Produção textual, fotografia, hipertexto e todas as ferramentas da tecnologia moderna no laboratório do jornal impresso trazem uma nova formatação no trabalho jornalístico nos dias de hoje.
    Estamos, literalmente, numa fase transitória de valores, serviços e formas de acesso informativo, e assim, a prática metodológica do jornalismo impresso, praticamente, já está no mundo virtual.

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  4. ABSTRATCT

    In this investigative research work, we will see the process of construction in print journalism involving the stages and professionals who are directly and indirectly active in the finalization and distribution of the printed product until it reaches the reader. The internal structure of the newsroom and its guidelines for gathering relevant events and facts for publication.
    Nowadays, with the popularization of the internet and the advancement of technological resources, we have a way to access news in real time. The information arrives in real time, and this aspect needs to be taken into account in the production of print journalism. In context: a news item that was printed at night runs the risk of being formatted differently from the moment the newspaper enters the distribution process in the early hours of the morning.
    Textual production, photography, hypertext and all the tools of modern technology in the laboratory of the printed newspaper bring a new format to journalistic work these days.
    We are literally in a transitional phase of values, services and forms of access to information, and thus, the methodological practice of printed journalism is practically already in the virtual world.

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  5. INTRODUÇÃO

    No que diz respeito a trajetória histórica da civilização, a questão do avanço tecnológico sempre esteve presente, ou seja, qualquer ação, descoberta, inovação e aprimoramento, é, sem sombra de dúvida, sinônimo de avanço científico.
    Em 1436, dentro desse contexto de avançar tecnologicamente, tivemos o início do processo laboratorial impresso, que foi a máquina de imprensa projetada por Johannes Gutemberg. A partir dessa invenção, iniciou-se uma verdadeira revolução na ciência, literatura, economia, artes, políticas, geopolíticas, educação, relações comerciais, e tudo que estava latente na malha cultural, social e intelectual daquele momento histórico.
    Assim sendo, os efeitos e impactos da produção textual acessível, estabelece uma nova visão de mundo e um novo pensamento crítico. Temos nesse momento histórico um divisor de águas, e o início do laboratório informativo impresso. Toda inovação tecnológica, impacta diretamente em mudanças de comportamento social. Claro que, proporcionais aos seus respectivos tempos, espaços, contextos sociais, políticos e religioso.

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  6. INTRODUÇÃO II

    Estamos no primeiro semestre de 2022, sentindo ainda os impactos provocados pela pandemia da Covid19 (Corona Virus Disease 2019) e suas amigas variantes, que continuam infernizando a vida da sociedade. Esse cenário provocado pela pandemia, estabeleceu uma novo formato na composição do comportamento social, e ao mesmo tempo, uma mudança radical sobre a ética, moral e respeito. Dessa forma, a prática jornalística impressa absorve essas transformações e adapta-se nesse novo formato social e o laboratório do jornalismo impresso: também . Toda a construção metodológica e científica, crítica e informativa em trabalhar fatos e acontecimentos, estão diretamente elencadas, com os recursos da tecnologia em conexão com uma rede de comunicação globalizada.

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  7. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA I

    A máquina de imprensa criada por Johannes Gutemberg em 1436, têm, praticamente, o mesmo quilate de importância proporcional a chagada massiva da Internet na palma das mãos de toda a sociedade. A presença, quase que onipresente do mundo virtual, estabeleceu novos valores éticos e morais nas relações interpessoais, e consequentemente, uma nova ordem social.
    O jornalismo impresso está fadado à extinção. Estamos, de alguns anos pra cá, passando por uma série de transições de valores éticos e culturais , onde a leitura é substituída por um arquivo de áudio em podcast e um arquivo visual, ou seja, as pessoas não leem e não querem ler. Ao fazer referência, sobre um valor de natureza cultural, cito a música. A música deixou de ser um objeto para ser ouvido, ou seja, neste momento a música é pra ser vista, e assim, as estruturas de ritmo, harmonia e melodia foram substituídas pelo apelo visual.
    Dessa forma, a comodidade que faz a sociedade viver on line, eliminou a vídeo locadora, tirou de circulação vários jornais e revistas, fechou cinemas, levando uma variedade significativa de serviços e informações para sites em diversas plataformas.

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  8. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA II

    A produção científica construída nessa trajetória até os dias de hoje, exige uma nova leitura do contexto jornalístico em todas as direções. Elaborar o planejamento estratégico para colocar em prática um laboratório de jornalismo impresso, antes de mais nada, exige um olhar criterioso no comportamento do mercado e da sociedade.
    Perguntei-me neste momento: Há quanto tempo eu não entro numa banca de revista pra comprar um jornal, uma revista de música e acordes pra piano e violão ou uma revista semanal de língua estrangeira? A resposta é, de fato, a realidade que estamos vivendo neste momento, provocada pela presença da Internet no nosso dia a dia. Assim, para pensar na formatação do laboratório de jornalismo impresso, é preciso ser de um pragmatismo extremo.
    Os impactos da pandemia da Covid19 (Corona Virus Disease 2019), ainda estão visíveis e latentes, principalmente, no que diz respeito as relações sociais. Houve uma aceleração de alguns processos sociais elencados com os avanços dos recursos tecnológicos.
    Dessa maneira, o laboratório do jornalismo impresso precisa acompanhar esse processo de forma objetiva e racional. Para produzir o jornal impresso, é preciso pensar e planejar uma série de etapas físicas, tais como: papel, tinta, recursos humanos especializados, circulação e distribuição e analisar as variantes flutuantes para o custo operacional e um valor para o produto final.
    Atualmente, toda malha produtiva da economia está exposta às constantes oscilações no comportamento do mercado globalizado, logo, essas variantes não são fixas. Para cada novo consumidor/leitor do jornal impresso, seja nas bancas de jornais ou por assinatura, acarreta um novo planejamento na distribuição e entrega.
    Nos dias de hoje, toda essa estrutura logística praticamente inexiste, em função dos recursos da tecnologia que faz do jornal impresso, um veículo de comunicação digital, com custo operacional fixo.
    Dessa maneira, aumenta o poder de alcance do jornal, ou seja, pode aumentar o número de consumidores, ou diminuir, mas o custo operacional se mantém no mesmo patamar.

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  9. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA III

    Outro aspecto importante, é o público alvo do jornal e, sob esse viés, Lopes (1998,p.16) comenta sobre importância do planejamento do laboratório do jornal impresso em estar focado numa comunidade e um público alvo definido.

    É fundamental que um jornal-­laboratório seja dirigido a uma determinada
    comunidade para ter um público definido e ser um veículo com todas as
    características de um jornal profissional. Uma publicação que leve a
    comunidade a tomar consciência de seus problemas e a organizar-­se para
    resolvê-­los. Dessa forma o estudante de jornalismo poderá ser realmente
    habilitado para o mercado de trabalho.

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  10. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA IV

    Estamos no primeiro semestre de 2022. Você deve estar se perguntando o motivo que leva-me a enfatizar o período histórico que estou produzindo este trabalho investigativo sobre Laboratório de Jornalismo Impresso. O ponto principal que leva-me a salientar esse detalhe, é o fato de estarmos migrando com flexibilizações, ainda sob a regência da pandemia da Covid19 (Corona Virus Disease 2019).
    De qualquer forma, um olhar crítico e analítico nas transformações sociais que estão ocorrendo nas duas últimas décadas. Assim, o caráter informativo do jornalismo no estado democrático de direito, de informar o que se passa na estrutura governamental, social, econômica, ambiental, esportiva e geopolítica, na minha leitura, também incorporou transformações bem radicais na sua forma de trabalhar a informação.
    Por várias vezes, pra não dizer constantemente, acessando plataformas de notícias, pergunto-me: como tal fato, acontecimento pode ser notícia? Dessa forma, sob esse ponto de vista, o planejamento da construção operacional do laboratório do jornalístico impresso, precisa estar formatado para chegar ao público alvo definido na base.
    O trabalho de construção textual, ou melhor o hipertexto, deve focalizar a informação útil, significativa, trazer temas relevantes, análise de acontecimentos, problemáticas de interesse público, trazer a besteira social, segurança pública, educação, ou misturar tudo no liquidificador do laboratório jornalístico impresso e ver no que dá?
    Essas transformações sociais, principalmente, ética, moral e respeito, vinham mudando paulatinamente, mas com a pandemia da Covid19, esse processo acelerou, sacramentando-se nesse novo formato de sociedade que temos nos dias de hoje.

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  11. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA V

    Assim, toda a metodologia adotada no planejamento e construção do jornalismo impresso, precisa estar elencada com os recursos tecnológicos disponíveis, ao mercado globalizado e a essa nova sociedade que caminha com a Internet nas mãos. O fato, o acontecimento em destaque no laboratório jornalístico impresso, precisa ater-se em três aspectos importantes, ou seja: visibilidade, legibilidade e inteligibilidade.
    A formatação e planejamento visual das páginas do jornal ou do site, deve tratar do assunto da forma mais clara e legível possível. Mas cabe salientar que, nesse novo formato de caráter social, a distância entre a informação útil e a inútil, está cada vez mais estreita. Esses três pilares precisam estar alinhados com a maximização dos instrumentos midiáticos do espaço físico das páginas. Dessa forma,

    a instância midiática deve ter um cuidado particular com a maneira de anunciar e
    apresentar as notícias. Isso é feito através da paginação (primeira página, rubricas, fotos,
    desenhos, gráficos, tabelas, tipos de colunas, molduras etc.) e da titulagem (títulos, pré-títulos, subtítulos, leads). Tais elementos constituem formas textuais em si e têm uma
    tripla função: fática, de tomada de contato com o leitor, epifânica, de anúncio da notícia,
    e sinóptica, de orientação ao percurso visual do leitor no espaço informativo do jornal
    (CHARAUDEAU, 2006, p. 233).

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  12. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA VI

    Como podemos observar, para construir um laboratório de jornalismo impresso, que neste momento, indubitavelmente, passa para uma transformação estrutural migrando para o dimensionamento virtual, o protagonista dessa engrenagem informativa é o jornalista. Profissão que exige formação acadêmica, preparo intelectual pra lidar com os mais diferentes temas e estar ligado sobre tudo que acontece no mundo 24 horas por dia. Exige compromisso ético e capacitação contínua nas relações interpessoais e um discernimento para distinguir o que é essencial e o que é acessório.

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  13. FUNDAMENTAÇÂO TEÓRICA VII

    Dessa forma, para construir o projeto do laboratório do jornalismo impresso, o protagonista e o objeto do seu trabalho é a notícia e a informação.
    Assim sendo, no olhar crítico do ponto de vista jornalístico, qual a diferença entre a notícia que trata sobre os efeitos da estiagem na safra de soja do sul do país, mostrando e analisando o impacto desse fato na produção dos alimentos, nas exportações e a cor do biquíni da namorada de um jogador de futebol?
    Ao fazer referência sobre a transformação de valores éticos no comportamento social contemporâneo, a distância entre a notícia e a futilidade parece ser da grossura de um fio de cabelo.
    No processo da produção textual no jornalismo impresso, ou jornalismo digital, construir um texto informativo de interesse público, com fatos relevantes ocorridos no Brasil ou no mundo , é o papel social do jornalismo. Tais conteúdos podem ser dos mais variados formatos, ou seja: político, econômico, social, esportivo, cultural, etc.

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  14. FUNDAMENTAÇÂO TEÓRICA VIII

    A popularização do internet e o avanço tecnológico, permite o acesso ilimitado a qualquer tipo de informação, e nesse sentido cabe salientar dois aspectos: todo progresso tecnológico provoca transformações sociais e informação não é sinônimo de conhecimento.
    Dessa forma, nas palavras de Barbosa:

    Constrói-se, pois, paulatinamente, a imagem do jornalismo como conformador da realidade e da atualidade. As tecnologias são fundamentais para a construção do jornalismo
    como lugar da informação neutra e atual. Se o telégrafo torna os acontecimentos visíveis,
    há que informar fatos que ocorrem próximo ao público. A opinião é, assim, gradativamente separada de uma ideia de informação isenta e, neste processo, os novos artefatos
    tecnológicos desempenham papel fundamental (2007, p. 24).

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  15. MATERIAIS e MÉTODOS

    Ao pensar-se no laboratório do jornalismo impresso, temos que trazer todo o aparato logístico e estrutural dessa ciência, para a realidade do primeiro semestre de 2022. Estamos ainda sob os efeitos da pandemia da Covid19 (Corona Virus Disease 2019), fato que acelerou a transformação de várias atividades da malha produtiva da atividade econômica e social. Isso também, provocou alterações significativas no comportamento da sociedade e na qualidade dos valores éticos, morais e respeito ao próximo.
    No caminho da trajetória histórica da humanidade, todo e qualquer avanço tecnológico trás consigo a mudança de comportamento das estruturas sociais.
    O objeto do laboratório jornalístico impresso ou digital, é a notícia de interesse público, mas nesse novo formato de sociedade percebe-se que a avaliação crítica jornalística, também mudou.
    Os inegáveis recursos tecnológicos que agem diretamente na transição do jornal impresso para a formatação digital, altera sua estrutura no que diz respeito a qualidade e disposição da notícia.
    Cabe ressaltar que, um fator de natureza cultural, não apenas pertinente a uma determinada cultura, a notícia via de regra, é quase sempre na direção do aspecto negativo da sociedade, ou seja: o crime, a tragédia, a falcatrua, problemas sociais, políticos, geopolíticos e econômicos.
    Assim, a notícia, a informação são os objetos principais do jornalismo impresso ou digital, mas a forma de trabalhar esse instrumentos é consequência de uma construção midiática que acompanha a evolução da humanidade em toda sua história.

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  16. RESULTADOS e DISCUSSÃO

    A trajetória histórica da humanidade deveria dar ao homem da século XXI, maturidade e sustentabilidade logística para fazer tudo melhor. Estamos ainda sob os efeitos colaterais de uma pandemia que trouxe um novo formato de sociedade. As relações interpessoais, já vinham, paulatinamente, se modificando nesta última década. A pandemia da Covid19, apenas acelerou a velocidade dessa transformação social.
    O laboratório jornalístico impresso migrou para o dimensionamento digital, fazendo com que o objeto jornalístico tenha um apelo mais visual.
    A popularização da internet e o avanço da tecnologia permite acesso ilimitado a qualquer tipo de informação, ou seja, as pessoas carregam no bolso um canal de comunicação com o planeta. Assim sendo, as facilidades de comunicação e acessibilidades ao aprimoramento do conhecimento são incomensuráveis, ou seja, tudo deveria estar melhor em qualidade de vida e interatividade multicultural, mas não está. Deveria ter mais ética, respeito e menos desigualdades. As pessoas deveriam estar falando dois, três idiomas, escrevendo melhor, a célula da sociedade deveria estar mais sólida em um mundo de paz e equilíbrio ambiental. O conceito de liberdade avançou o sinal dos limites e faz festa no quintal da libertinagem. A célula da sociedade em pleno processo de desfragmentação, novas identidades de gêneros e uma nova guerra no leste europeu.
    Todo avanço tecnológico implica em transformações do comportamento das estruturas sociais em toda sua pluralidade.

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  17. RESULTADOS E DISCUSSÕES

    Até que ponto, o jornalismo impresso ou digital, junto com as ferramentas midiáticas, trabalha na construção de um perfil do inconsciente coletivo? Ao começar a construção do laboratório jornalístico impresso ou digital, qual será a qualidade da notícia objeto do projeto? A notícia de interesse e utilidade pública, a bobagem, a futilidade, qual ou quais critérios serão adotados para determinar o que é útil ou inútil?
    O quadro atual que temos na sociedade, que nesse momento vou chamar de "sociedade pós-pandemia", é o resultado de vários atores sociais estabelecendo padrões de consumo e construção de valores políticos e ideológicos.
    Dentro dessa malha sociológica, temos a tv aberta, fechada, a produção cinematográfica, a música, as plataformas digitais, redes sociais e jornalismo, enfatizando o que é de fato: notícia. A partir do momento que o jornalismo condecora, nomeia uma determinada ocorrência como notícia, é como colocar um selo de qualidade, um certificado de credibilidade, atribuindo um caráter de utilidade pública para um acessório de completa e total futilidade. Isso, cabe ressaltar, é construído de acordo com interesses políticos, econômicos e ideológicos.
    Diariamente, no universo globalizado do que é fato ou acontecimento para ser notícia, vemos todos os tipos de aberrações que, na minha leitura, são futilidades.
    Recentemente, uma empregada disse que precisaria de um avião par ir pro trabalho durante uma greve de transportes coletivos e isso se transformou em notícia de quilate nacional. Um mendigo é flagrado tendo relações sexuais com uma mulher qualquer, vira notícia e viraliza como uma celebridade nacional. Um participante de um reality show, sofre um acidente de trânsito e agora está diariamente nas páginas das principais plataformas de notícias do país. Particularmente, não sei quem é e muito menos a importância da utilidade pública dessa notícia.
    As repercussões da guerra da Ucrânia, sobre a questão dos fertilizantes de procedência russa, na produção agrícola da região sul do Brasil, contrapondo-se com a ocorrência (nego-me a classificar esse tal fato como notícia) sobre a namorada da atriz da novela das 08:00, que mostrou o bronzeado na piscina do hotel João Badanha neste final de semana.
    A discussão disso tudo dentro do laboratório de jornalismo impresso ou digital é: qual a distância entre esses dois extremos?
    Como podemos ver, é um tema bem complexo, como uma série de elementos discutíveis.
    Dessa maneira, o quadro que temos nas mãos é esse, ou seja, a realidade social do século XXI. Avanços tecnológicos e novos formatos sociais: irreversíveis.
    Sem sombra de dúvida, nunca chagaremos ao equilíbrio de uma estabilidade social, política, geopolítica, econômica e ideológica.

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  18. CONCLUSÃO

    Qualquer avanço tecnológico, por mais simples que seja, vai provocar algum tipo de modificação na cadeia das relações sociais e comportamentais. Características culturais tornam-se cada vez mais evidentes conforme avança a tecnologia. Em algumas culturas não dá-se nada, nem bom dia, boa tarde, boa noite e muito menos informação, logo, são culturas frias e lacônicas.
    Sabedor desse detalhe, não se pergunta onde fica a rua sem saída nas imediações de Piccadilly Circus, no centro de Londres.
    Falar sobre o tempo era a melhor maneira de iniciar uma conversa com alguém que não se conhecia. Uma atitude dessas nos dias de hoje, pode ser interpretada como assédio sexual na parada de ônibus. E o cuidado deve ser redobrado, levando em conta com quem estamos falando, ou seja: homem, mulher, gay, lésbica, transgênero, pangênero, agênero, binário, não-binário, assexual, alosexual e etc. Confesso ainda não estar familiarizado com essas novas nomenclaturas. Sem contar que, dentro desse mesmo contexto, ainda estão tentando me impor uma nova maneira de usar o meu idioma, no que passaram a chamar, sem o menor embasamento científico e linguístico de: linguagem neutra.
    Eu já passei por uma situação extremamente chata, ao chamar uma pessoa, supostamente homem de, respeitosamente: senhor.
    A fronteira do mapa da encrenca não têm mais as mesmas distâncias entre crise, guerra e revoluções ideológicas.
    A sociedade que está produzindo fatos e fotos em velocidade industrial, estabelece uma nova ordem na desordem. O veículo informativo que deveria informar, dá-me a impressão de impor uma forma, sobre o que é notícia.
    Sem sombra de questionamentos, nesse emaranhado caótico das relações humanas, Chapeuzinho Vermelho já mandou avaliar a casa da vovó e se está numa área de proteção ambiental. Vai avaliar se o lobo pode ser pretexto para criar uma ONG de proteção de animais em extinção.
    Não somos mais unidades isoladas em contextos sociais distintos e homogêneos. Estamos vivendo e sentindo o preço da evolução tecnológica da civilização moderna, mais moderna que civilizada. Digeri-la com todas as ferramentas do avanço da ciência buscando a utopia de um mundo melhor. Em 1976, no Projeto Musical Rodas de Som, no Teatro de Arena em Porto Alegre, critiquei a Censura que exigiu que eu trocasse a frase de uma música minha em que eu dizia: vamos curtir até os ossos. Tive que substituí-la por outra socialmente aceitável por eles, ou simplesmente não tocar a música em público. Hoje eu tenho a liberdade de expressão sem estabelecer limites de distância entre a liberdade e a libertinagem.
    Vejo vovós de vinte e poucos anos, dividindo a erotização precoce com suas netas, compartilhando músicas de apelo visual banalizando o sexo e a relação afetiva. O avanço tecnológico e científico são inegáveis, mas a sociedade caminha na direção oposta das relações interpessoais, que é a mola motora de um mundo, supostamente: melhor.
    No laboratório de jornalismo impresso ou digital, o objeto protagonista é a notícia, a informação e esses conceitos estão voláteis na estrutura social desse moderno mundo novo.
    Sinto-me como o passarinho que tenta apagar um incêndio na floresta, voando até o rio, pegando um pingo d´agua no bico e jogando sobre as enormes labaredas.
    Outro passarinho bem próximo observa a cena e diz:
    - Não vais conseguir apagar esse incêndio!
    O passarinho responde:
    -Eu sei disso. Apenas estou fazendo a minha parte.
    Dessa forma com o jornalismo nas mãos: apenas faça a sua parte.

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