sábado, 12 de março de 2022

MADU IDIOMAS - Educação de Jovens e adultos . Construção , pesquisa e montagem do PAPER .


 -Resumo             Pesquisa - Educação

-Abstract

-Introdução

-Fundamentação Teórica

-Materiais e Métodos 

-Resultados e Discussão 

-Conclusão

-Referências 


20 comentários:

  1. Resumo
    Neste trabalho de pesquisa pedagógica, vamos na busca de informações históricas e culturais que contribuem diretamente na construção educacional do cidadão brasileiro em seus respectivos contextos sociais. Cada pessoa tem tempo para aprender, mas é importante ter uma leitura ampla sobre os fatores atuantes neste processo. É preciso uma leitura ampla sobre os contextos em que este processo ocorre e como isso impacta nas pessoas em formações técnicas e acadêmicas. O processo didático-pedagógico em metodologias eficientes direcionadas aos jovens e adultos, neste momento, digo século XXI, precisa estar alinhado com os recursos dos avanços tecnológicos. Nessa modalidade de ensino é preciso, também suporte de natureza psicopedagógica para compreender essa atividade em contextos sociais diferenciados. Fatores sociais que fazem com que a pessoa pare de estudar e ao mesmo tempo analisar quais fatores determinam o seu retorno para a sala de aula ou para a sala de aula virtual.

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  2. ABSTRACT

    In this pedagogical research work, we seek historical and cultural information that directly contribute to the educational construction of Brazilian citizens in their respective social contexts. Each person has time to learn, but it is important to have a broad understanding of the factors that play a role in this process. A broad reading of the contexts in which this process takes place and how it impacts people in technical and academic backgrounds is needed. The didactic-pedagogical process in efficient methodologies aimed at young people and adults, at this moment, I mean 21st century, needs to be aligned with the resources of technological advances. In this teaching modality, psychopedagogical support is also needed to understand this activity in different social contexts. Social factors that make a person stop studying and at the same time analyze which factors determine their return to the classroom or to the virtual classroom.

    Keywords: education ; methodology ; classroom; technology; globalization.

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  3. Introdução
    Nos dias de hoje, a presença do telefone e outros dispositivos eletrônicos, tais como computador e tablets, facilitadores de acesso a qualquer informação, são ferramentas que devem estar agregadas como instrumentos de apoio na aplicabilidade de métodos eficientes e efetivos no processo de aprendizagem de jovens e adultos. Estamos ainda sentido as consequências da pandemia da COVID19 (Coronavirus Disease 2019), e as transformações que ocorreram nos diversos segmentos das relações econômicas e sociais. Assim como a economia, a educação sentiu esses efeitos e dessa forma repensar na estrutura, metodologias e recursos tecnológicos disponíveis e acessíveis na educação virtual. Dentro desse novo formato, foram criados os Recursos Educacionais Digitais ou simplesmente RED, que são arquivos de mídias digitais que ficam disponíveis para fins educacionais, com acesso gratuito a todos. Assim sendo, essa nova modalidade, ou melhor, essa adaptação de práticas pedagógicas convencionais, elencadas com os recursos tecnológicos. Dessa forma, o professor assume o papel de mediador, para que a informação se materialize em conhecimento efetivo na educação de jovens e adultos.

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  4. Fundamentação Teórica I
    A educação de jovens e adultos vem de um longo processo histórico desde 1940, como um projeto de políticas públicas educacionais para erradicar o
    analfabetismo no país. Dessa forma, podemos observar que "[...] na década de 1940, quando começaram as primeiras iniciativas governamentais para lidar com o analfabetismo entre adultos, entendia-se que o seu fim seria fundamental para o crescimento econômico do país. O analfabetismo era visto como um mal social e o analfabeto como um sujeito incapaz " ( BRASIL,2006a,p26).
    Neste período da década de 1940, o país, conforme dados obtidos pelo censo demográfico, mais da metade da população com 15 anos ou mais, era analfabeta. Nessa fase, o país passava por um processo de industrialização e urbanização, mesmo que tardio comparado com outras nações mais desenvolvidas. Dessa forma, dentro desse quadro econômico era importante a alfabetização de jovens e adultos como sinônimo de crescimento da nação . Assim sendo, foram criados os primeiros programas do governo federal para erradicar o analfabetismo (DI PIERRO;JOIA;RIBEIRO,2001):

    - Fundo Nacional de Ensino Primário (1942)
    - Serviço de Educação de Adultos (1947)
    - Campanha de Educação Rural (1953)
    - Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo (1958)
    - Programa Nacional de Alfabetização de Adultos (1964)

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  5. Fundamentação Teórica II
    Esses programas promovidos pelo governo federal, tinham como meta erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos a partir da escolarização. Ao mesmo tempo, o caráter não apenas pedagógico, mas também psicopedagógico, atingia diretamente a participação da criança na escola, partindo do exemplo de comportamento da postura dos pais. Cabe salientar outro fator, uma vez que, na década de 1950 a questão do direito ao voto era apenas para os alfabetizados, contribuindo dessa forma, estimular interesse da população em alfabetizar-se.
    Além do processo de industrialização e urbanização que o país atravessava, era também um fator de desenvolvimento social a modificação desses parâmetros nos índices de educação no país. Conforme Cerratti (2007,documento on line), durante a década de 1950 "[...]a alfabetização de adultos teve o propósito de transformar o analfabeto em eleitor em potencial".

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  6. Fundamentação Teórica III
    Como informação de natureza histórica e contextual dentro desse tema, durante a década de 1960, passou-se a discutir a educação, e principalmente a questão do analfabetismo como um tema pertinente aos índices de desenvolvimento do país. Em torno dessa temática, destacou-se em nível nacional o educador Paulo Freire. Cabe aqui salientar que, citar a figura de Paulo Freire neste trabalho acadêmico investigativo e pedagógico, não possui foco de natureza ideológica e sim pesquisar elementos agregadores de informações substanciais no processo de aprendizagem didático-pedagógico na educação de jovens e adultos. Dito isso, nesse período esse tema trouxe o engajamento de vários grupos populares de diversas regiões do Brasil, uma vez que, é fundamental separar o país em regiões para avaliar essa questão. Dessa maneira, a forma de encarar essa questão na região sul do Brasil, não pode ser a mesma forma de encarar esse tema nas regiões norte e nordeste. Assim sendo, essa temática deixou de ser apenas uma discussão de natureza socioeducativa e passou a ter um viés ideológico. A questão da alfabetização acabou juntando-se com movimentos estudantis e sindicais, e passou a ser vista com uma consequência da pobreza e de um projeto político de manutenção da desigualdade social. Dessa forma, o projeto de educação de jovens e adultos, passou a ser uma bandeira ideológica pela busca de melhores igualdades com o acesso à educação para todos.

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  7. Fundamentação Teórica IV
    E neste contexto de intensos debates, DI PIERRO,JOIA e RIBEIRO (2001,documento on-line), ao se referirem a esse período da década de 1960, comentam que:
    Embaladas pela efervescência política e cultural do período, essas experiências evoluíam no sentido da organização de grupos populares articulados a
    sindicatos e outros movimentos sociais. Professavam a necessidade de realizar
    uma educação de adultos crítica, voltada à transformação social e não apenas
    à adaptação da população a processos de modernização conduzidos por forças
    exógenas. O paradigma pedagógico que então se gestava preconizava com
    centralidade o diálogo como princípio educativo e a assunção, por parte dos
    educandos adultos, de seu papel de sujeitos de aprendizagem, de produção
    de cultura e de transformação do mundo

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  8. Fundamentação Teórica V
    Os resultados dessas debates não são imediatos, uma vez que a razão principal da evasão escolar é o fator econômico, que tira o jovem da escola , em virtude da sua inserção no mercado de trabalho. A grande questão é a pobreza instalada na sociedade, fator que é visto por essas correntes , como um projeto político para fomentar a desigualdade. Não basta apenas erradicar o analfabetismo, não basta saber decifrar foneticamente um agrupamento de letras, é preciso de fato um planejamento de educação efetivo e qualitativo para o desenvolvimento do pensamento crítico. Questões de natureza social e econômicas caminham juntas na construção das bases da educação. Como foi citado, não basta apenas transformar o analfabeto em alfabetizado, e sim uma leitura sobre todas as etapas do ensino da educação básica, dando condições para esses jovens e adultos seguirem seus estudos. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional - Lei Federal nº 5692, de 11 de agosto de 1971 - ampliou a obrigatoriedade do ensino da Educação Básica de quatro para oito anos e trouxe modificações para a EJA, uma vez que, instituiu a Educação Supletiva para essa fase de escolarização (BRASIL,1971).
    Nesta fase a configuração era divida em duas etapas, ou seja, primário e ginásio. O primário era de duração de 5 a 6 anos, sendo que no quinto ano, o estudante era considerado apto a prestar um exame de admissão para ingressar na segunda etapa, ou seja, o ginasial. Dessa maneira, aquelas pessoas que não puderam fazer esse percurso na idade cronológica regular poderiam concluir a partir de "[...] cursos supletivos, centros de estudo e ensino a distância, entre outras"(DI PIERRO;JOIA;RIBEIRO,2001,documento on-line).

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  9. Fundamentação Teórica VI
    O panorama econômico e o panorama social não são fatores que corroboram com o planejamento regular da escolarização, e desta forma criando um caminho bilateral conciliando a escola com o trabalho. Sob o panorama bilateral da inserção de jovens no mercado de trabalho conciliando com a escola, DI PIERRO,JOIA e RIBEIRO (2001,documento on-line) salientam que:

    A entrada precoce no mercado de trabalho e o aumento das exigências de
    instrução e domínio de habilidades no mundo do trabalho constituem os
    fatores principais a direcionar os adolescentes e jovens para os cursos de
    suplência, que aí chegam com mais expectativas que os adultos mais velhos
    de prolongar a escolaridade pelo menos até o ensino médio para inserir-se ou
    ganhar mobilidade no mercado de trabalho.

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  10. Fundamentação Teórica VII
    Essa questão continua sendo discutida até os dias de hoje, mas o tema teve seu início da década de 1970. A EJA atinge uma quantidade significativa de jovens e adultos que precisam conciliar o trabalho com a escolarização, que como todos nós sabemos, uma exigência cada vez mais enfatizada pelo mercado de trabalho. A EJA não é uma questão pertinente a um determinado país, é uma questão de natureza global, tanto que foi discutida a partir de 1990, principalmente após a realização da Conferência de Jomtien, na Tailândia, que foi proposta por:

    - Organização das Nações Unidas (ONU);
    - Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD);
    - Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF);
    - Banco Mundial.

    O resultado dessa conferência gerou o documento: Declaração Mundial sobre a Educação para Todos.

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  11. Fundamentação Teórica VIII
    Este trabalho acadêmico investigativo está sendo produzido no mês de marco de 2022, ou seja, estamos sentindo os efeitos e impactos causados pela pandemia da Covid19 (Coronavirus Disease 19). Particularmente, dentro desse novo quadro que se instalou no planeta, não consigo identificar pontos positivos e efetivos, na transformação radical em diversos pontos multiculturais e sociais do panorama mundial. Além disso, neste momento, todas as atenções do mundo estão direcionadas para a Guerra na Ucrânia, que começou no dia 24 de fevereiro. Como todos nós sabemos, qualquer guerra, trás consequências negativas direta e indiretamente no planeta inteiro. Essa pandemia, sem sombra de dúvida, transformou muitas coisas nas relações sociais. O ritmo da utilização dos recursos tecnológicos, acelerou em larga escala, institucionalizando a comunicação virtual. Esse novo formato de comunicação atingiu todos os setores da malha produtiva da economia, ou seja, empresas, instituições, escolas e universidades. Tudo e todos sofreram diretamente o impacto dessas mudanças. Dessa forma, a escola física, sala de aula, livros de papel, aluno, professor interagindo presencialmente, todo esse conceito e formato, podemos dizer: convencional, teve que ser repensado. Nesse novo contexto temos a prática de aprendizagem, pelo meio digital. Nessa nova janela que se abre, toda a construção didático-pedagógica construída até o início da pandemia, precisa adaptar-se nesse novo formato, acompanhando os recursos da tecnologia, com metodologias eficazes que atendam as demandas mais diversas dos conteúdos programáticos. A pandemia da Covid19 acelerou esse processo, e dessa forma toda estrutura pedagógica da educação de jovens e adultos precisa acompanhar essas transformações.

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  12. Fundamentação Teórica IX
    Nesse momento emblemático da humanidade é preciso olhar para todas as direções. A história mostra causas e efeitos de modelos sociais, culturais e geopolíticos, para entender o mundo e o papel do professor neste contexto. Gonçalves salienta que:

    O que se chama de pós-modernidade ou pós-modernismo é um
    movimento sociocultural que ganhou impulso a partir da segunda
    metade do século XX. Este movimento caracteriza-se por uma severa
    crítica aos padrões éticos e estéticos que vigoraram no século passado e
    é típico das sociedades pós-industriais baseado na informação. Passou
    a incorporar uma visão de mundo relacionada ao fim dos conflitos
    mundiais e à superação da “guerra-fria”.

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  13. Fundamentação Teórica X
    A EJA, neste novo formato que a sociedade está, literalmente, atrelada a todas essas modificações, mantém o seu foco, mas adaptando suas práticas pedagógicas. Acessar qualquer informação é coisa comum nos dias de hoje, pois carregamos no bolso o instrumento de canal de acesso, praticamente sem fronteiras, para uma fonte infindável de informações. Esse mecanismo de acesso a informação, ou seja, essa tecnologia tem que estar inserida no processo de aprendizagem, para transformar a informação em conhecimento. É importante construir a mudança qualitativa nos sujeitos envolvidos neste processo.
    Indiscutivelmente, nesta modalidade, temos elementos mais complexos, sob o ponto de vista da psicopedagogia, uma vez que, os sujeitos da prática educativa são jovens e adultos, trabalhadores ou não, com personalidades formadas, maduros, possuidores de bagagem sociocultural em contextos sociais diferenciados. A EJA não está focalizada apenas na questão da erradicação do analfabetismo, ou seja, caminha paralelamente na construção de mecanismos transformadores de inclusão social.

    Qualquer ação educativa deve estar assentada em dois princípios
    básicos: primeiro refere-se à reflexão sobre o homem e sua vocação
    na busca de se afirmar como sujeito da história; segundo associa-se
    a posição do homem nesta história- sua ação no mundo como
    intérprete dele e criador da cultura. (JARDILINO, 2003, p.98)

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  15. Fundamentação Teórica XI

    A EJA, como podemos ver é um projeto de política educacional que busca resgatar e dar suporte pedagógico, para as pessoas que não puderam, por diversos fatores, terem acesso ao seriado cronológico das etapas da escolarização. Vários desses fatores, na minha leitura e análise, estão dentro da célula do tecido social, ou seja: a família. Pessoas que estão inseridas em contextos familiares sólidos e, principalmente saudáveis, possuem na trajetória de escolarização, muito mais probabilidade de cumprirem essas etapas com a idade certa no tempo certo. E isso, na minha leitura, independente da situação socioeconômica da família, uma vez que, todo o ambiente é saudável. Dessa forma, a partir desse fator, posso colocar de fato, o aspecto econômico, que acaba contribuindo para a evasão escolar, fazendo com que o jovem entre no mercado de trabalho de forma precoce.

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  16. Fundamentação Teórica XII

    Além desses dois fatores citados, não é difícil identificar outros que implicam diretamente nos índices da evasão escolar. Questões referentes a habitação, saneamento básico, saúde pública, violência urbana, segurança, educação, emprego e desemprego, são fatores que atuam diretamente na qualidade de vida das pessoas e, por consequência, em seus projetos pessoais. Temos outros fatores como, movimentos migratórios, mudanças políticas e geopolíticas, catástrofes naturais e guerras.
    Neste momento as atenções do mundo estão voltadas para a Guerra na Ucrânia, uma vez que, a máquina midiática focaliza, especificamente, apenas essa guerra. Nos dias atuais temos outras guerras espalhadas pelo mundo, cabendo citar o que ocorre no continente africano, no Oriente Médio e na Ásia. Temos guerra na República Democrática do Congo, na Síria, conflitos violentos no Egito, na Nigéria, uma Guerra Civil na Líbia, conflitos constantes entre Índia e Paquistão na região da Caxemira, a tomada do poder pelo Talibã no Afeganistão, uma Guerra Civil no Iêmen e a Guerra na Ucrânia.
    Olhando para esse panorama assustador, pode-se ter uma ideia do número de pessoas pelo mundo, que são impedidas de ter um projeto de vida escolar, que vou chamar de: seriado cronológico regular.
    Desde o início da Guerra na Ucrânia, no último dia 24 de fevereiro, o número de pessoas fugindo dessa catástrofe, já passa da casa de 2 milhões de ucranianos e outras nacionalidades. E dentro do contexto que está sendo abordado aqui, são 2 milhões de pessoas com suas identidades, cultura, idioma e projetos pessoais diferenciados. A estrutura logística para absorver um impacto migratório dessas proporções, ou seja, alimentação, moradia, saúde, segurança, trabalho, enfim tudo que envolve diretamente uma verdadeira explosão demográfica são incomensuráveis.

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  17. Fundamentação Teórica XII

    Independente de quanto tempo essa guerra vai durar, pelo que já se têm de concreto, temos idiomas diferentes, alfabetos diferentes e culturas diferentes em contextos sociais adversos, juntas neste momento.
    Sem sombra de dúvida :temos desafio e desafios.
    Olhando nesta direção, Ferreira (1990) salienta que a alfabetização, enquanto língua escrita, não é simplesmente um ato mecânico de codificação do código escrito, mas ocorre numa construção de conhecimentos que envolve questões de ordens diversas e exige uma postura crítica para que se concretize plenamente.
    Alfabetização é a aquisição da língua escrita, por um processo de construção
    do conhecimento, que se dá num contexto discursivo de interlocução e
    interação, através do desvelamento crítico da realidade, como uma das
    condições necessárias ao exercício da plena cidadania: exercer seus direitos
    e deveres frente à sociedade global [...] A alfabetização passa por questões
    de ordem lógico-intelectual, afetiva, Sócio-Cultural, política e técnica
    (FERREIRA, 1990, p. 60).

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  18. Materiais e Métodos

    Conforme o que foi exposto até aqui, a EJA é um mecanismo na esfera social, não apenas no nosso país, mas num contexto global, o instrumento em politicas de educação, de resgate da escolarização e inclusão social. Seu papel é fundamental na sustentabilidade das bases da inclusão
    social participativa de jovens e adultos para transformar informação em conhecimento. Estamos ainda sob os efeitos diretos da pandemia da COVID19, e em função disso, tivemos mudanças significativas em todos os segmentos da sociedade e da cadeia produtiva da economia. A EJA se adapta ao novo formato com os recursos da tecnologia e novas metodologias em práticas pedagógicas de aprendizagem. É fundamental trazer essa informação que está acessível, bem como tudo que já foi produzido, para dentro da sala de aula física ou virtual em forma de material didático qualitativo na EJA.

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  19. Resultados e Discussão

    Estamos vivendo uma nova fase da humanidade. A mudança de uma séria de valores e fatores, já vinham, de forma gradativa, se transformando dentro da sociedade. A pandemia da Covid19 apenas acelerou esse processo. Um dos setores que sofreu impactos diretos, foi a estrutura da escola. A escola física, o livro de papel, deram lugar ao espaço virtual e ao arquivo PDF - Portable Document File. O papel do educador nesta modalidade de ensino, precisa ser repensado com novas políticas educativas e metodologias eficientes elencadas com os avanços da tecnologia. Buscar estratégias pedagógicas para a sala de aula virtual e dessa maneira motivar os jovens e adultos a finalizar o processo de escolarização.

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  20. Conclusão

    Podemos observar neste trabalho investigativo, que essa modalidade de ensino é fundamental como mecanismo de inclusão. Políticas públicas eficientes, buscando adaptar a prática pedagógica com os recursos tecnológicos disponíveis e acessíveis em contextos sociais distintos. Não basta alfabetizar, é preciso trabalhar conteúdos programáticos para formar um sujeito protagonista, reflexivo, crítico, participativo e com autonomia no rumo da sua própria história. Essa modalidade de ensino precisa garantir as prioridades da educação básica, como incentivo a leitura, escrita e a interpretação textual. Trabalhar estes três aspectos da educação significa inserção de jovens e adultos em um ambiente de aprendizagem e apropriação do conhecimento, contribuindo dessa forma para o enriquecimento com outras disciplinas.

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